Antes de ler quero alertar que o que se segue é a minha opinião, o meu ponto de vista, a minha interpretação e experiência baseada em livros, artigos, documentários, estudos etc, que fui assimilando ao longo dos últimos anos. Acredito que para muitos não faça sentido mas acredito também que possa ajudar a esclarecer muitas dúvidas que correm por aí!
Há alguns anos que, progressivamente, vou tendo mais cuidado com os alimentos que ingiro.
Hoje, 20 de Outubro de 2015, faz precisamente 1 ano que fiz a mudança mais radical, reflecti muito, pesquisei muito e concluí que não perdia nada em experimentar.
O que fiz?
- Não de trata de fazer uma dieta, trata-se de alterar a forma como me alimento e fazer disso um hábito para a vida! Se eu fizer exercício 6 meses e depois parar os benefícios do exercício vão-se dissipando não é? Então com a alimentação é igual! Por isso não podemos tomar medidas que nos deixem a desesperar para que acabem, temos que conscientemente ir arranjando alternativas mais saudáveis e mais adequadas para os nossos objectivos e o certo é que depois há coisas que já nem nos apetece;
- Eliminei o glúten da minha alimentação, deixei de comer pão, bolachas, bolos, massas, tudo o que tivesse glúten.
- Evito ao máximo produtos processados pois acredito que todos os aditivos que contêm são bem mais prejudiciais que o glúten e por isso não concordo com o consumismo “glúten free”. A referência: “ Sem glúten” está cada vez mais longe de significar bom para a saúde. Quem quer comer mais saudável deve ler bem os rótulos antes de comprar os alimentos e ter bem presente que as letras maiores são a que a marca quer que sejam lidas... Uma boa regra é que os ingredientes incluam no máximo um que não se perceba exactamente o que é, e isto para os dias de festa!;
- Não como nada que seja “light” pois desconfio sempre dos processos utilizados para a transformação, para mim o mais importante é a qualidade das calorias que ingiro e não a quantidade;
- Como bolos e bolachas feitas por mim com farinhas alternativas e sempre com ingredientes o mais naturais possível. Invento muito e tenho descoberto alternativas muito interessantes;
- Reduzi a ingestão de hidratos de carbono, está provado que os hidratos de carbono viciam e que o nosso “organismo viciado” ingere muito mais quantidade do que devia. E se juntarmos isso ao facto de a nossa actividade física ser reduzida e de os hidratos de carbono serem um “combustível” não é de admirar que eles se armazenem onde não queremos...
Aqui, visto que o pão e as bolachas já se ausentaram dos lanches a alteração maior foi no jantar onde como sempre sopa e o acompanhamento é salada ou legumes. Ao almoço acompanho com arroz ou batatas.
Não vejo mal nenhum em reduzir nos hidratos de carbono, para mim o mal está quando reduzimos tudo e depois, passado um tempo não aguentamos mais e voltamos a comer tudo e a coisa piora e muito.
- Não reduzi nas gorduras nem nas proteínas, nas gorduras até acho que aumentei o consumo devido aos frutos secos. Uso muito o óleo de côco, o azeite e a manteiga. Mas há que ter em conta a minha actividade física;
- Saio sempre de casa com a minha lancheira bem recheada de forma a nunca ficar muito tempo sem comer e a garantir que mesmo quando dou muitos treinos seguidos tenho algo para ir “metendo na boca” enquanto preparo a sala para o seguinte;
- Aumentei a ingestão de frutos secos que como diáriamente a meio da manhã e da tarde, frutas como cerca de 3 peças por dia e legumes como na sopa ao almoço e ao jantar e na salada ou legumes ao jantar;
Claro que sou um ser humano e de vez em quando quebro as regras, geralmente arrependo-me por isso tem mesmo que valer a pena;
Não digo que isto seja a alimentação perfeita, digo que para mim está a funcionar! Nada funciona para toda a gente mas, se não estamos bem o melhor é fazer alguma coisa!
Fontes:
O que eu fiz tem algumas bases de sustentação de áreas distintas das quais passo a citar 3 que me parecem mais relevantes:
- Livro: Cérebro de farinha do Dr. David Perlmutter
Fala de como podemos manter o nosso cérebro mais saudável, resolver problemas crónicos de enchaquecas, défice de atenção, etc. e minimizar o risco de Alzeimer se, entre outras coisas, eliminarmos o glúten e reduzirmos os hidratos de carbono e os produtos processados;
Explica que mesmo não sendo intolerante ao glúten, podemos ser sensíveis e por isso o glúten vai “minando” o nosso organismo;
- Livro: Recognizing and Treating Breathing Disorders de Leon Chaitow
Trata-se de um livro muito técnico sobre disfunções e padrões respiratórios e até eu fiquei surpreendida quando começo a ler o que os estudos que fizeram relacionando o tipo de alimentação com disfunções respiratórias, asma, bronquite, rinite, etc indicam que entre outras coisas reduzir hidratos de carbono, eliminar produtos que têm como base o trigo e produtos processados traz grandes benefícios e melhorias que estão cientificamente provadas;
- Documentário: "The Truth About Cancer: A Global Quest"
Este documentário, que recomendo que assistam, toca no mesmo ponto: reduzir hidratos de carbono, eliminar produtos processados, eliminar o glúten, ingerir alimentos o mais naturais possível. E fala de como isso pode contribuir para um organismo saudável, com menos probabilidade de sofrer cancro ou até mesmo com a capacidade de o vencer!
Todos eles falam também na importância do exercício físico regular e ao longo deste ano tenho-me esforçado também nesse sentido e praticado 5x por semana, de segunda a sexta, descansando ao fim de semana!
Os resultados:
- Menos apetite descontrolado e de coisas doces e cheias de gordura;
- Menos quebras de energia e cansaço a meio do dia;
- mais energia;
- maior capacidade de concentração;
- menos barriga, que significa menos gordura abdominal e menos inchaço, há muitas referências a relacionar a sensibilidade ao glúten com a gordura e o inchaço abdominal. Se a sua gordura acumula essencialmente na barriga então sugiro que faça a experiência de 1 semana sem glúten e é muito provável que sinta menos inchaço ( a gordura não desaparece numa semana, lamentavelmente!);
- menos celulite na barriga e nas coxas;
- pele mais macia e menos gordurosa;
- mais “em forma”! Sinto-me muito mais forte, ágil, consciente e bem com o meu corpo!
Conclusão:
A alimentação tem uma importância muito grande na nossa saúde e no nosso bem estar, a estética é um bónus! Se juntarmos o exercício físico regular e adequado estaremos a promover a nossa saúde e o nosso bem estar.
Eu acredito que se estivermos bem connosco e com o nosso corpo é meio caminho andado para sermos felizes.
Esqueça a falta de tempo, as complicações e os impedimentos! E foque-se nas vantagens que vai ter!
Eu ainda me lembro de quando me baixava e tinha que ajudar com os braços para me levantar que as minhas pernas não tinham força para o fazer (juro que isto é verdade e era a minha realidade há cerca de 10 anos atrás), agora sou capaz de estar 5 minutos a fazer agachamentos sem parar!
Não tem que fazer tudo se uma vez (nem deve) mas a pouco e pouco vá alterando os seus hábitos alimentares, vá praticando exercício físico adequado e tenha um Corpo Sem Limites!
Cristina Almeida - O Seu Corpo Sem Limites
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