O DNS não é apenas uma técnica, mas uma estratégia integrada
desenhada para melhor compreender os princípios neurofisiológicos do sistema
locomotor, desenvolvido pelo Professor Pavel Kolar.
O DNS é igualmente aplicável desde um cliente geriático a um
atleta de alta competição sendo igualmente benéfico em crianças e adolescentes.
Começa por uma análise e avaliação da função estabilizadora
e a identificação da “chave” da disfunção.
Seguindo-se o tratamento com base no treino definido pelo
desenvolvimento cinesiológico:
- Realizam-se
exercícios funcionais específicos que melhoram a estabilidade da coluna e todo
o sistema estabilizador;
- O
cerebro é devidamente estimulado e condicionado para automaticamente activar e
optimizar os movimentos padrão
necessários que activem a devida estabilização;
- Desenvolve-se o treino de uma
estratégia de movimento para toda a vida.
Cada movimento começa com a estabilização dos segmentos do
corpo providenciando equilíbrio, eficiencia e segurança.
A activação dos músculos estabilizadores durante o movimento
é automática ou “subconsciente”.
Se um músculo (ou uma parte de um músculo, por exemplo
contraturado) se encontra disfuncional significa que:
- Toda
a função do sistema estabilizador está comprometida;
- A
qualidade do movimento está comprometida.
E, ao comprometer o sistema
estabilizador acontece o seguinte:
1º Os mecanismos compensatórios começam
a tentar providenciar alguma estabilização;
2º Essa compensação implica normalmente a sobrecarga dos grupos
musculares mais superficiais;
3º O movimento gerado apresenta geralmente falhas
de eficiência e de equilíbrio
4º A coluna e as articulações entram em
sobrecarga
5º Contínuo
desiquilíbrio do sistema locomotor e diminuição da estabilidade.
A estratégia é ensinar o cerebro a manter o controlo e a
estabilidade do movimento que é corrigido durante os exercícios terapêuticos.
Isto é conseguido pela activação e estimulação dos
estabilizadores, colocando o cliente nas posições primárias de desenvolvimento.
Durante a activação, a coluna e as articulações das
extremidades centralizam-se, a pressão intraabdominal é activada, a
estabilidade dos segmentos corporais é alcançada e esta é a base para o
movimento saudável.
À medida que o programa avança vai-se tornando mais
desafiante e estes movimentos padrão vão adquirindo controlo voluntário e cada
vez menos assistência.
Através da repetição dos exercícios o controlo central
estabelece um modelo automático que se torna fundamental em todos os movimentos
do dia-a-dia.
Os movimentos do dia-a-dia passam a ser exercícios
correctivos em vez de contribuirem para o desiquilíbrio e a eficiência motora
aumenta tornando tudo mais “leve” e fácil!
O rendimento físico aumenta em qualquer área e a qualidade
de vida melhora, reduzindo ou até mesmo eliminando padrões dolorosos e
processos degenerativos.

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