domingo, 18 de janeiro de 2015

A importância do calçado nas crianças

Por vezes vemos o calçado como uma peça de roupa mas o calçado é uma importante ferramenta capaz de corrigir deformações e prevenir lesões.

Quando falamos de crianças o caso é ainda mais sério pois podem estar a comprometer o correcto desenvolvimento dos pés e do corpo em geral.
Reflita um pouco acerca dos problemas articulares que aparecem cada vez mais e em idades cada vez mais jovens!

Então, de uma forma muito simplificada, o que devemos ter em conta:
  1. 1.       A primeira regra do calçado é que este deve proteger o pé de lesões e infecções;
  2. 2.       O desenvolvimento ideal do pé ocorre com o pé descalço por isso sempre que possível é importante andar descalço;
  3. 3.       Calçado rijo e/ou apertado pode causar deformações, fraqueza, e perda de mobilidade;
  4. 4.       A selecção de calçado para crianças deve ser feita com base num modelo descalço;
  5. 5.       Os pés são a nossa base de sustentação, se o seu apoio for incorrecto, provavelmente estamos a por em causa a saúde das articulações que estão para cima...



É claro que isto não é só para as crianças, estamos sempre a tempo de melhorar!


Fonte: Lynn T. Staheli “ shoes for children: a review” Pediatrics 88 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Dor Lombar - Uma história com final feliz

Em Novembro de 2014, no Zenemotion®, foi-me passado um treino experimental/diagnóstico. Tratava-se da Cristina (como eu!), uma senhora de 52 anos que se debatia com dores lombares. Após vários exames, o diagnóstico – Hérnia Lombar. Nesta altura o médico sugeriu a realização de uma cirurgia para a resolução do problema, mas perante a resistência que a Cristina apresentou deu-lhe outra alternativa – Praticar pilates!
O desafio era grande, pois a Cristina, por ter sido ainda em criança, diagnosticada com um reumatismo e tendo sido, na altura, desaconselhada à prática de exercício físico (conselho que a Cristina seguiu, diligentemente, até chegar ao Zenemotion®) levou a que nunca tivesse tido grande vontade de iniciar uma actividade física, para além disso a sua profissão faz com que esteja sentada ao computador muitas horas por dia. No entanto o desejo de evitar a cirurgia foi mais forte.
Com este historial e após o treino experimental sugeri um plano que passava pela realização de dois treinos semanais em que trabalharíamos, essencialmente com DNS (Dynamic Neuromuscular Stabilization) e pilates. Este plano não se resumia apenas a duas horas semanais. “Para casa”, a Cristina teria que levar alguns exercícios e estratégias simples para pôr em prática entre os treinos e assim poder lidar melhor com os desafios do dia-a-dia.
Naquele momento, assumi o compromisso e deixei bem claro que se o programa fosse seguido, a Cristina sentiria as melhoras pela altura do Natal.
A Cristina apresentou grande rigor e empenho desde o primeiro minuto, de tal forma que eu própria fiquei surpreendida com a evolução e adaptações conseguidas. O momento chave foi quando, no início do quarto treino a Cristina me disse:
- Não sinto dor lombar desde o último treino!
Foi, para mim, um presente de Natal antecipado.
Parabéns à Cristina por decidir alterar os seus hábitos e obrigada por depositar nas minhas mãos a possibilidade de melhorar significativamente a sua qualidade de vida. É mais uma evidência de que quando queremos e nos empenhamos tudo é possível!

Passo agora a citar o depoimento da minha aluna Cristina:
“Recebi, este ano, um dos melhores presentes de Natal de sempre. Quem mo deu foi a minha professora de pilates. Ela chama-se Cristina (como eu) e trabalha no Zenemotion®, no Porto.
A Cristina escreveu um texto onde se pode conhecer como é que eu comecei, e porquê, a acreditar que esta terapia era a melhor para o meu problema de saúde. Se o lerem conhecem rapidamente os detalhes de uma história de sucesso.
Mas, há mais para contar.
Muito para além de eu me sentir uma pessoa diferente, muito para além de não sentir dores, importa partilhar com quem estiver a ler este testemunho duas coisas importantes:
A primeira já se adivinha: os benefícios deste tipo de treino. Mas estes já são conhecidos de muitos e o meu depoimento não é novidade alguma.
Mas a segunda, certamente menos conhecida, é o empenho que a minha professora coloca nas aulas. E aqui começa a ser complicado expressar aquilo que, semana a semana, fui conhecendo da Cristina.
Numa das aulas, tive ocasião de lhe comentar que, para além da eficácia do seu trabalho, deveria ser muito compensador para ela poder ajudar os outros. E, de facto, é aqui que a Cristina aparece como uma pessoa especial.
A sua dedicação a cada detalhe da aula, o ritmo que imprime à sucessão de exercícios, as surpresas com técnicas novas – por vezes basta vê-la remexer no seu “saco mágico” para perceber que vêm aí novidades para o treino – o cuidado que coloca em cada movimento que fazemos, tudo isto me faz perceber a sorte de a ter conhecido. Como brilhante profissional que é, mas, mais ainda, como um ser humano com uma rara capacidade de dádiva e de entrega.
Muito obrigada por ser como é.
Cristina Pimenta
Natal 2014”


domingo, 4 de janeiro de 2015

O que é o DNS (Dinamic Neuromuscular stabilization)


O DNS não é apenas uma técnica, mas uma estratégia integrada desenhada para melhor compreender os princípios neurofisiológicos do sistema locomotor, desenvolvido pelo Professor Pavel Kolar.
O DNS é igualmente aplicável desde um cliente geriático a um atleta de alta competição sendo igualmente benéfico em crianças e adolescentes.
Começa por uma análise e avaliação da função estabilizadora e a identificação da “chave” da disfunção.
Seguindo-se o tratamento com base no treino definido pelo desenvolvimento cinesiológico:
                - Realizam-se exercícios funcionais específicos que melhoram a estabilidade da coluna e todo o sistema estabilizador;
                - O cerebro é devidamente estimulado e condicionado para automaticamente activar e optimizar  os movimentos padrão necessários que activem a devida estabilização;
- Desenvolve-se o treino de uma estratégia de movimento para toda a vida.

Cada movimento começa com a estabilização dos segmentos do corpo providenciando equilíbrio, eficiencia e segurança.
A activação dos músculos estabilizadores durante o movimento é automática ou “subconsciente”.
Se um músculo (ou uma parte de um músculo, por exemplo contraturado) se encontra disfuncional significa que:
                - Toda a função do sistema estabilizador está comprometida;
                - A qualidade do movimento está comprometida.
E, ao comprometer o sistema estabilizador acontece o seguinte:
                Os mecanismos compensatórios começam a tentar providenciar alguma estabilização;
    2º Essa compensação implica normalmente a sobrecarga dos grupos musculares mais superficiais;
                 O movimento gerado apresenta geralmente falhas de eficiência e de equilíbrio
                 A coluna e as articulações entram em sobrecarga
                5º  Contínuo desiquilíbrio do sistema locomotor e diminuição da estabilidade.
A estratégia é ensinar o cerebro a manter o controlo e a estabilidade do movimento que é corrigido durante os exercícios terapêuticos.
Isto é conseguido pela activação e estimulação dos estabilizadores, colocando o cliente nas posições primárias de desenvolvimento.
Durante a activação, a coluna e as articulações das extremidades centralizam-se, a pressão intraabdominal é activada, a estabilidade dos segmentos corporais é alcançada e esta é a base para o movimento saudável.
À medida que o programa avança vai-se tornando mais desafiante e estes movimentos padrão vão adquirindo controlo voluntário e cada vez menos assistência.
Através da repetição dos exercícios o controlo central estabelece um modelo automático que se torna fundamental em todos os movimentos do dia-a-dia.
Os movimentos do dia-a-dia passam a ser exercícios correctivos em vez de contribuirem para o desiquilíbrio e a eficiência motora aumenta tornando tudo mais “leve” e fácil!

O rendimento físico aumenta em qualquer área e a qualidade de vida melhora, reduzindo ou até mesmo eliminando padrões dolorosos e processos degenerativos.